A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, anunciou que seu governo não enviará soldados à Ucrânia e expressou preocupação sobre a eficácia do plano oferecido por França e Reino Unido para apoiar Volodymyr Zelensky.
“Acho muito difícil de implementar, não tenho certeza sobre sua eficácia. É por isso que anunciamos que não enviaremos soldados italianos para a Ucrânia”, disse à Rai1 TV.
Questionada pelo apresentador sobre de que lado a premiê está, Meloni reagiu: “Estamos do lado da Itália, da Europa e do Ocidente.”
Apesar de não querer se envolver militarmente com tropas na guerra da Ucrânia, a primeira-ministra se disse comprometida com uma paz duradoura. “Todos têm o mesmo objetivo, trazer paz justa para a Ucrânia, paz sustentável e duradoura, eu diria um paz final. A questão-chave aqui é como construir a paz que incluiria garantias de segurança para a Ucrânia.”
Sobre a polêmica reunião entre Donald Trump, JD Vance e Zelensky no Salão Oval, na última sexta-feira, comentou que “não é o tipo de debate que geralmente é realizado na frente das câmeras”.
A entrevista de Meloni ocorre após a cúpula de países da UE realizada em Londres dias atrás para debater o apoio europeu à Ucrânia. Na ocasião, Zelensky obteve declarações públicas favoráveis e anúncios de ajuda militar, mas muito aquém da necessidade do país diante da invasão russa.
Logo depois, França e Reino Unido sugeriram uma trégua em operações aéreas e marítimas, para, segundo eles, “testar” a boa vontade de Putin na busca por um acordo de paz. Nos bastidores, o presidente ucraniano foi orientado a pedir desculpas a Trump e aceitar o acordo de minerais como uma garantia real de paz.
Hoje, mais cedo, ele foi ao X se retratar. Disse reconhecer a “forte liderança” de Trump e estar pronto para assinar o acordo. O governo americano chegou a anunciar a suspensão de empréstimos para vendas de armamentos e equipamentos militares para a Ucrânia.
Meloni e outros líderes europeus agora negociam com a Casa Branca uma reunião ampliada.
