Comissão vai investigar atuação de milícias e facções como PCC e Comando Vermelho
O Senado deve instalar nesta terça-feira (4) a CPI do Crime Organizado. A primeira reunião do colegiado está marcada para as 11h, quando serão eleitos o presidente, o vice e o relator.
Proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a comissão terá 120 dias para apurar o avanço e a estrutura do crime organizado no país, com foco na atuação de facções como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV), além das milícias.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou a instalação dois dias após a operação policial que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. O requerimento para criação da CPI havia sido lido em plenário em junho.
Segundo Vieira, o avanço do crime organizado é resultado do “abandono do poder público”. Ele afirmou nas redes sociais que “essa tragédia tem solução” e que o tema é uma “urgência nacional”.
A CPI será composta por 11 senadores e terá R$ 30 mil destinados às investigações. O senador Otto Alencar (PSD-BA), o mais velho entre os indicados, presidirá a sessão de instalação.
Pelo regimento do Senado, o presidente e o vice são eleitos pelos membros do colegiado, e o presidente define o relator.
Entre os cotados para a presidência estão os senadores Fabiano Contarato (PT-ES) e Jaques Wagner (PT-BA), apontados como nomes de consenso entre governo e oposição.
Na oposição, os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Sergio Moro (União-PR) também são citados. Moro, no entanto, deve manter foco na CPMI do INSS.
A CNN apurou que há acordo para que o autor do requerimento, Alessandro Vieira, seja o relator da CPI. As definições, contudo, dependem do alinhamento entre as bancadas, como ocorreu na CPMI do INSS, quando a maioria da comissão determinou os nomes de comando.
