O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, propôs nesta segunda-feira (15) que o país revogue os vistos de pessoas que expressam comemoração pela morte de figuras políticas. A declaração de Rubio ocorre após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, ocorrido na última quarta-feira (10).
“Não deveríamos conceder vistos a indivíduos que vêm aos Estados Unidos com a intenção de praticar ações como celebrar o assassinato, a execução, o homicídio de uma figura política. Não deveríamos”, afirmou o secretário em entrevista à Fox News.
“E se essas pessoas já estiverem aqui, seus vistos deveriam ser revogados.” Ele complementou sua fala questionando o motivo de se “querer trazer para nosso país pessoas que se envolveriam em comportamento negativo e destrutivo”.
Na semana passada, o número 2 de Rubio, Christopher Landau já havia feito sugerido a mesma medida em suas redes sociais, ressaltando que “estrangeiros que glorificam a violência e o ódio não são visitantes bem-vindos em nosso país”.
Landau ainda encorajou as pessoas a informá-lo sobre tais comentários de estrangeiros para que o Departamento de Estado possa “proteger o povo americano”.
No Brasil, a repercussão dos comentários de ódio sobre a morte de Charlie Kirk tem levado a diversas consequências. O historiador Eduardo Bueno teve um evento cancelado pela PUC-RS após declarar que “é sempre terrível um ativista ser morto por suas ideias, exceto, exceto quando é o Charlie Kirk”.
Empresas como Recife Day Clinic, Unimed Recife, Arena RM, Theatro Municipal de São Paulo, Volpe Mídia, Nasdaq, Delta Airlines e American Airlines anunciaram o desligamento ou suspensão de funcionários e colaboradores envolvidos.
Charlie Kirk, cofundador da organização conservadora Turning Point USA (TPUSA), foi morto a tiros no pescoço enquanto discursava ao ar livre na Utah Valley University. Tyler Robinson, 22, foi preso pelo FBI na sexta-feira (12) após confessar o homicídio.
