Morte de Kirk gera demissões no Brasil e nos EUA
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Morte de Kirk provoca demissões no Brasil e nos EUA

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Por Marília Rodrigues

Vice-chanceler dos EUA impulsiona campanha por revogação de vistos

Há ao menos 26 casos de demissões, suspensões ou outras punições a trabalhadores por publicações nas redes sociais que celebraram ou ironizaram a morte de Charlie Kirk, segundo levantamento do Poder360. O movimento é apoiado por políticos republicanos, pelo presidente Donald Trump e por ativistas de direita No Brasil, campanha semelhante é impulsionada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

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Anthony Pough, do Serviço Secreto dos EUA, foi colocado em licença administrativa após postagem no Facebook. As educadoras Kelly Brock-Sanchez e Susan Horn foram suspensas; Laura Sosh-Lightsy, Wynne Boliek e Lauren Stokes, demitidas.

Profissionais de imprensa também perderam seus cargos: Charlie Rock (Carolina Panthers), Bobby Machado (Fox Sports Las Vegas), Gerald Bourguet (PHNX Sports) e Matthew Dowd (MSNBC). O advogado Bradley Dlatt foi demitido do escritório Perkins Coie. Callie Wulk publicou “merecido” no Instagram.

No México, o funcionário do Congresso Salvador Ramírez (Morena) renunciou após declaração considerada insensível ao comentar o caso na TV Milenio.

Casos no Brasil

A PUC-RS cancelou um evento com o historiador Eduardo Bueno após ele dizer que “é sempre terrível um ativista ser morto por suas ideias, exceto, exceto quando é o Charlie Kirk”.

O neurocirurgião Ricardo Barbosa foi desligado da Recife Day Clinic por comentário no Instagram e terá sua licença analisada pelo Cremepe; a Unimed Recife convocará reunião extraordinária para avaliar o caso.

Luís Otávio Kalil, sobrinho do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, foi demitido pela Arena RM. Pedro Guida, colaborador cultural do Theatro Municipal de São Paulo, também foi desligado por legendas em vídeos republicados no Instagram.

A Volpe Mídia rescindiu o contrato do prestador de serviço Victor Oliveira de Moraes após ele escrever que há pessoas que “precisam ser assassinadas” e ameaçar Nikolas Ferreira com ofensa homofóbica.

Foi criado o site “Expose Charlie’s Murderers”, que listou 41 pessoas com fotos, nomes e locais de trabalho, alegando ter recebido mais de 30 mil submissões. Durante a madrugada desta segunda (15), a página estava fora do ar.

Empresas norte-americanas anunciaram medidas: uma funcionária júnior da Nasdaq foi demitida; Delta e American Airlines suspenderam empregados. Em mensagem interna, o CEO da Delta, Ed Bastian, afirmou que conteúdos postados “foram além do debate saudável e respeitoso”.

Vistos e reação oficial

O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, disse estar enojado com postagens que elogiaram ou minimizaram o assassinato, orientou que autoridades consulares “tomem as medidas apropriadas” e vem promovendo a campanha “El Quitavisas”. No sábado (13), determinou a revogação do visto do neurocirurgião brasileiro demitido. Entre os brasileiros citados por Landau em publicações no X estão José de Abreu, Felipe Neto e Suzana Herculano-Houzel.

Charlie Kirk, 31, morreu após ser atingido por um tiro no pescoço na quarta-feira (10), enquanto discursava ao ar livre na Utah Valley University. Na sexta (12), o FBI prendeu Tyler Robinson, 22, que confessou o homicídio e se entregou com intermediação de familiares e amigos.

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