Secretário de Estado afirma que EUA não administrarão Venezuela
Marco Rubio afirmou ontem (04) à CBS News que os EUA não terão papel direto na administração da Venezuela. De acordo com o secretário de Estado americano, Washington se limitará a manter a “quarentena do petróleo” já em vigor sobre o país.
A declaração contrasta com a de Donald Trump, que, um dia antes, disse que os EUA passariam a “administrar” a Venezuela de forma interina após a captura de Nicolás Maduro.
Rubio explicou que as sanções à exportação de petróleo venezuelano permanecerão “até que vejamos mudanças que não apenas atendam aos interesses dos Estados Unidos, mas também promovam um futuro melhor para o povo da Venezuela”.
“Continuamos com essa quarentena e esperamos ver mudanças, não apenas na indústria petrolífera, mas também no combate ao tráfico de drogas, na expulsão das FARC e do ELN e na eliminação do conluio com o Hezbollah e o Irã em nosso hemisfério”, disse Rubio à emissora.
O secretário de Estado destacou que Trump “não descarta publicamente as opções disponíveis para os Estados Unidos, embora o que vemos agora seja apenas a quarentena do petróleo, que nos dá enorme influência sobre os próximos passos”.
Já em entrevista à NBC, Rubio elogiou a trajetória da líder opositora María Corina Machado, chamando-a de “fantástica”. Mas lamentou que grande parte da oposição está exilada e fora do país.
“Temos questões de curto prazo que precisam ser resolvidas imediatamente. Queremos uma transição para a democracia, mas o foco é nas próximas semanas e meses, sempre considerando os interesses dos EUA. Esperamos mais conformidade e cooperação do que no passado”, afirmou.
No sábado (03), após a captura de Maduro, Trump comentou a dificuldade de Machado assumir a Presidência venezuelana. “Acho que seria muito difícil para ela estar à frente do país. Ela não conta com apoio nem respeito dentro de seu país. É uma mulher muito gentil, mas não inspira respeito”, declarou o presidente americano.
