Prestes a se filiar ao PDT, o ex-governador do Paraná Roberto Requião afirmou que o governo Lula atua com perfil “neoliberal” e afirmou que a esquerda brasileira está sem projeto nacional.
“É um governo de direita, neoliberal. Aliás, não sou eu que digo isso, é o Lula”, afirmou à Folha. Requião apontou que medidas pontuais, como a isenção do IOF, têm pouco impacto e não configuram um plano de país. Para ele, “o Brasil está sem projeto nacional”, o que inviabilizaria a reeleição do petista.
Requião deixou o PT em 2024 e deve oficializar a filiação ao PDT no próximo dia 16. Ele disse que só vê possibilidade de atuação política hoje dentro da sigla trabalhista.
O ex-senador também avaliou que um governo realmente progressista teria impedido o leilão do petróleo da Foz do Amazonas. Ele defendeu que o PDT foque na construção de um projeto nacional, sem se preocupar com a postura de independência da legenda em relação ao Planalto.
Sobre a crise no INSS, Requião disse tratar-se de um caso de corrupção entranhada, e não necessariamente um reflexo direto da gestão Lula. O escândalo motivou a saída do então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT).
Requião não vê nomes consistentes na esquerda para 2026. Ele classificou o ministro Fernando Haddad como “sério”, mas liberal, e criticou Ciro Gomes, por não apresentar um projeto nacional. “Se for para o PSDB, é um desastre total”, disse.
Na direita, Requião apontou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como principal liderança, avaliando que Jair Bolsonaro está “completamente fora da disputa”.
