CPMI do INSS cita repasses de R$ 300 mil ao pedir prisão de Lulinha
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPMI do INSS cita repasses de R$ 300 mil ao pedir prisão de Lulinha

Documento aponta suposta ligação com “Careca do INSS” e sugere indiciamento por quatro crimes

Lulinha manteve pagamentos a contador investigado por ligação com o PCC
Foto: Reprodução.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apresentou pedido de indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT), e sugeriu a solicitação de sua prisão preventiva.

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O documento, que ainda depende de aprovação do colegiado, reúne acusações de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência.

Elaborado sob a relatoria do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o texto menciona depoimentos e investigações que indicariam uma relação próxima entre Lulinha e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” E apontado como figura central do esquema investigado.

Segundo o relatório, uma testemunha afirmou que o empresário teria recebido pagamentos mensais de cerca de R$ 300 mil do lobista. O documento também cita investigação da Polícia Federal que aponta uma relação que “transcendia os limites de uma simples amizade”.

Entre os indícios listados estão registros de repasses financeiros, referências ao nome de Lulinha em materiais apreendidos e relatos de proximidade ostentada em ambientes de negócios. O texto também menciona a atuação da empresária Roberta Moreira Luchsinger como elo entre o empresário e o lobista.

A CPI ainda incluiu no relatório pedidos de indiciamento de outros nomes, como o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de empresários, operadores financeiros e agentes públicos que, segundo os parlamentares, teriam participado ou facilitado o esquema investigado.

Outro ponto destacado é a saída de Lulinha do país no momento em que a Polícia Federal deflagrou operação relacionada ao caso, em abril de 2025. Para o relator, o episódio levanta risco de evasão e fundamenta o pedido de prisão cautelar.

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