Relatório final da CPMI do INSS pede prisão preventiva de Lulinha
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Relatório final da CPMI do INSS pede prisão preventiva de Lulinha

Parecer aponta elo de Lulinha com principal operador do roubo dos aposentados

Lulinha-INSS
Foto: Divulgação

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Em seu relatório final da CPMI do INSS, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) pediu a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula (PT). O parecer do parlamentar sobre as investigações do roubo dos aposentados foi divulgado nesta tarde.

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De acordo com Gaspar, o fato de o empresário ter saído do país durante as investigações dá indícios de que ele pretende fugir da “aplicação da lei penal”: “Os elementos reunidos no curso desta investigação indicam que, concomitantemente à deflagração da Operação Sem Desconto pela Polícia Federal em 23 de abril de 2025, o indiciado deixou o território nacional com destino à Espanha, fato que compromete a incidência da lei penal e frustra a aplicação do ordenamento jurídico”.

“A saída do país no momento preciso da deflagração da operação ostensiva, associada ao conjunto probatório descrito, configura fundado receio de que o indiciado busque subtrair-se à incidência da lei penal, preenchendo o pressuposto para a decretação da custódia cautelar”, completa Gaspar ao pedir a preventiva de Lulinha.

De acordo com o relatório final da CPMI do INSS, o filho do presidente da República “não foi um mero conhecido” do Careca do INSS, um dos principais operadores do roubo dos aposentados, “mas alguém que, valendo-se de seu prestígio familiar e de sua capacidade de trânsito em instâncias governamentais, teria atuado como facilitador de acesso e possível sócio oculto do lobista em empreendimentos cuja viabilidade dependia de decisões administrativas no âmbito do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Como contrapartida, teria recebido vultosos repasses financeiros intermediados por Roberta Luchsinger”.

Gaspar defende o indiciamento de Lulinha por: tráfico de influência; lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; organização criminosa; e partícipe em corrupção passiva.

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