Relator reúne assinaturas para prorrogar CPI do Crime
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Relator reúne assinaturas para prorrogar CPI do Crime

Relator reúne assinaturas para prorrogar CPI do Crime

“Master funcionava como lavanderia do PCC”, diz relator da CPI

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, Alessandro Vieira, disse, na noite deste domingo (5), ter reunido as assinaturas necessárias para prorrogar os trabalhos do colegiado.

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O prazo inicial da comissão se encerra no próximo dia 14 de abril. A expectativa é ampliar os trabalhos por mais 60 dias para apresentação e votação do relatório final. Caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deliberar sobre a continuidade da CPI.

“Conseguimos as assinaturas necessárias para a sua prorrogação, pois ainda temos depoimentos importantes para fazer e muita documentação para analisar. O Brasil só será uma República democrática de verdade quando a mesma lei valer para todos”, disse Vieira nas redes sociais.

Enquanto aguardam a decisão, parlamentares mantêm o cronograma de atividades. Estão previstas ao menos quatro oitivas nesta semana.

Uma delas é a do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, marcada para terça-feira (7). Ele obteve habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que tornou facultativo o comparecimento. A sessão foi mantida.

A comissão pretende questionar Ibaneis sobre decisões do BRB relacionadas a operações com o Banco Master, investigadas pela Polícia Federal.

Também está prevista, na terça, a oitiva do secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, para tratar da atuação de facções em unidades prisionais.

Na quarta-feira (8), a CPI deve ouvir Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo. Campos Neto foi novamente convocado após ter obtido habeas corpus anterior para não comparecer. Galípolo participará como convidado.

Instalada em novembro, a CPI enfrenta entraves judiciais em apurações ligadas ao Banco Master, incluindo a suspensão da quebra de sigilo de empresa associada ao ministro Dias Toffoli. A comissão informou que adotará medidas recursais.

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