Relator da CPMI do INSS propõe investigação desde 2015; Veja detalhes de plano de trabalho
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Relator da CPMI do INSS propõe investigação desde 2015; Veja detalhes de plano de trabalho

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Alfredo Gaspar quer apurar roubos no INSS em todas as gestões de Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), apresentou o plano de trabalho que guiará as investigações sobre fraudes previdenciárias. O recorte temporal proposto abrange desde 2015, incluindo os governos Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB), Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

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Gaspar justificou a escolha do período como forma de garantir segurança jurídica e preservar provas. Segundo ele, investigações sem limite temporal geram incerteza, perda de documentos e tratamentos processuais desiguais.

LEI AQUI A ÍNTEGRA DO PLANO TRABALHO DA CPMI DO INSS

O plano define seis eixos de investigação:

1. Mapeamento do esquema fraudulento – identificar falsificação de assinaturas e fraudes em autorizações de descontos em benefícios.
2. Responsabilização dos envolvidos – caracterização de crimes como fraude eletrônica contra idosos, corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
3. Impacto nas vítimas e no erário – levantamento territorial dos atingidos e cálculo dos prejuízos individuais e coletivos.
4. Caminho do dinheiro – mapeamento de desvios, estimados pela CGU em R$ 6,3 bilhões.
5. Falhas institucionais – análise das brechas de fiscalização que permitiram a continuidade do esquema, comparando com fraudes anteriores, como a de 1991, que desviou R$ 2 bilhões.
6. Medidas preventivas e legislativas – avaliação de projetos em tramitação no Congresso para reforçar a proteção de aposentados e pensionistas.

O cronograma prevê prazo de 180 dias para os trabalhos, com término em 28 de março de 2026.

“Finalmente, é necessário que se compreenda que milhões de aposentados e pensionistas sofreram descontos ilegais em seus benefícios e que tais ilícitos merecem repressão severa”, afirmou Gaspar no documento.

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