Alfredo Gaspar disse que todos os envolvidos poderão ser ouvidos sem exceções
Quase uma semana após assumir a relatoria da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) afirmou ao UOL que não foi procurado por parlamentares governistas nem por representantes do Executivo para tratar da investigação.
O governo foi surpreendido pela articulação da oposição que garantiu o controle da comissão na semana passada e ainda busca uma estratégia para enfrentar o tema.
Hoje (26), a CPMI realizou a primeira reunião deliberativa e aprovou um plano de trabalho. O foco será investigar a atuação de ex-ministros da Previdência desde 2015, no governo Dilma Rousseff. Quatro ex-ministros foram convidados.
Gaspar desmentiu notícia de outros veículos de que haveria um acordo para evitar a convocação de Frei Chico, irmão do presidente Lula. “Não existiu nenhum acordo em relação a irmão de Lula. Todos que interessem a investigação deverão ser ouvidos. Nada de perseguição nem proteção”, declarou.
Parlamentares governistas aceitaram o plano de trabalho, satisfeitos com a ausência de convocação imediata do irmão do presidente. Eles defendem que os debates ressaltem os descontos associativos no INSS como prática de longa data, anterior ao atual governo, e que se faça distinção entre cobranças irregulares e descontos autorizados.
O esforço da base inclui a tentativa de preservar a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), ligada ao PT, argumentando que os descontos da entidade não cresceram de forma brusca como em outras organizações, a exemplo da Conafer e da Ambec.
