Relator da CPMI do INSS acusa Dino de “blindar corruptos”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Relator da CPMI do INSS acusa Dino de “blindar corruptos”

Gaspar critica decisão do STF que anulou quebras de sigilo aprovadas pela comissão

O parlamentar também afirmou que houve extrapolação de competências institucionais por parte do magistrado. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), criticou nesta quinta-feira (5) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que anulou as quebras de sigilo aprovadas pelo colegiado que investiga suspeitas de fraudes no sistema previdenciário.

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Na decisão, o ministro considerou irregular a votação realizada pela comissão em 26 de fevereiro, quando dezenas de requerimentos de quebra de sigilo bancário e fiscal foram aprovados em bloco, sem análise individualizada.

Após a decisão, Gaspar afirmou nas redes sociais que o desfecho já era esperado e acusou o STF de interferir nas atribuições do Congresso Nacional.

“A nova decisão do ministro Flávio Dino não surpreende. Desde ontem já estava claro o caminho que seria tomado para barrar medidas aprovadas de forma legítima pela CPMI do INSS”, escreveu.

O parlamentar também afirmou que houve extrapolação de competências institucionais por parte do magistrado.

“Dino extrapola a autonomia entre os Poderes”, declarou.

Entre os requerimentos anulados está o que previa a quebra de sigilo bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT)

Gaspar afirmou que a decisão acaba beneficiando investigados citados nas apurações conduzidas pela comissão.

“E para quê? Para blindar o filho do presidente da República e outras figuras que precisam se explicar sobre seu envolvimento com a fraude no INSS”, disse.

O deputado também criticou o impacto da decisão sobre os trabalhos da comissão parlamentar.

“Essa decisão cabe como uma luva para a proteção dos grandes corruptos da nação. Lamentável!”, concluiu.

No despacho, o magistrado determinou também que as quebras de sigilo aprovadas na sessão da comissão não poderão ser executadas por órgãos como o Banco Central do Brasil e a Receita Federal do Brasil. O ministro afirmou, porém, que o colegiado poderá analisar novamente os pedidos, desde que cada requerimento seja votado separadamente e com justificativa formal registrada.

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