PT tenta mudar regra de suplência após derrota na CPMI do INSS
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PT tenta mudar regra de suplência após derrota na CPMI do INSS

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de 67 pessoas e 91 entidades, incluindo Contag, Conafer e sindicato ligado ao irmão de Lula
CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de 67 pessoas e 91 entidades, incluindo Contag, Conafer e sindicato ligado ao irmão de Lula

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Sigla busca rever participação de suplentes e pressionar Centrão para recuperar espaço

O PT passou a defender mudanças nas regras de suplência após perder para a oposição o controle da CPMI do INSS. A sigla avalia que suplentes da oposição garantiram votos decisivos diante da ausência de titulares alinhados ao governo.

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A reorganização dos blocos partidários da Câmara neste ano ampliou o alcance desse mecanismo. O bloco reúne partidos do PT ao PL, com 475 dos 513 deputados. Fora dele ficaram Avante, Solidariedade, PRD, Psol, Rede e Novo.

Caciques petistas querem que a Câmara dê preferência a suplentes do mesmo partido ou federação dos titulares ausentes. A sigla também articula com o Centrão a substituição de indicados por nomes mais próximos ao governo e analisa o regimento para tentar trocar a relatoria, hoje com o deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

A articulação ocorre após a oposição emplacar o senador Carlos Viana (Podemos-MG) na presidência da CPMI e Alfredo Gaspar na relatoria, derrotando Omar Aziz (PSD-AM), candidato apoiado pelo Planalto. A votação terminou em 17 a 14.

Segundo parlamentares, a derrota foi influenciada por atraso na liberação de emendas, ausência de senadores da base e articulação reservada da oposição com líderes do Centrão na véspera da eleição.

Após o resultado, a ministra Gleisi Hoffmann reuniu líderes governistas no Planalto para discutir os próximos passos da base na CPMI.

A comissão conta com 32 membros entre deputados e senadores, além do mesmo número de suplentes.

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