Sigla busca rever participação de suplentes e pressionar Centrão para recuperar espaço
O PT passou a defender mudanças nas regras de suplência após perder para a oposição o controle da CPMI do INSS. A sigla avalia que suplentes da oposição garantiram votos decisivos diante da ausência de titulares alinhados ao governo.
A reorganização dos blocos partidários da Câmara neste ano ampliou o alcance desse mecanismo. O bloco reúne partidos do PT ao PL, com 475 dos 513 deputados. Fora dele ficaram Avante, Solidariedade, PRD, Psol, Rede e Novo.
Caciques petistas querem que a Câmara dê preferência a suplentes do mesmo partido ou federação dos titulares ausentes. A sigla também articula com o Centrão a substituição de indicados por nomes mais próximos ao governo e analisa o regimento para tentar trocar a relatoria, hoje com o deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
A articulação ocorre após a oposição emplacar o senador Carlos Viana (Podemos-MG) na presidência da CPMI e Alfredo Gaspar na relatoria, derrotando Omar Aziz (PSD-AM), candidato apoiado pelo Planalto. A votação terminou em 17 a 14.
Segundo parlamentares, a derrota foi influenciada por atraso na liberação de emendas, ausência de senadores da base e articulação reservada da oposição com líderes do Centrão na véspera da eleição.
Após o resultado, a ministra Gleisi Hoffmann reuniu líderes governistas no Planalto para discutir os próximos passos da base na CPMI.
A comissão conta com 32 membros entre deputados e senadores, além do mesmo número de suplentes.
