O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, apresentou na última quinta-feira (22) uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a prisão preventiva do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), que mora atualmente nos Estados Unidos.
Segundo o petista, Eduardo estaria promovendo uma “guerra híbrida” contra o Brasil ao articular, em solo americano, medidas de pressão diplomática contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
“Trata-se de guerra híbrida: uma forma moderna de ataque que mistura diplomacia, sanções, desinformação e pressão econômica para atingir objetivos políticos sem tanques nas ruas”, escreveu Lindbergh nas redes sociais.
O pedido aconteceu após o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmar que “há uma grande possibilidade” de Moraes ser sancionado por um eventual governo Donald Trump, sob acusação de perseguir opositores, jornalistas e cidadãos comuns, uma fala que acendeu o alerta no governo Lula e motivou a ofensiva do PT.
Lindbergh sustenta que desde que se licenciou do mandato, em março, Eduardo tem se dedicado a articular ações junto a parlamentares e autoridades americanas para provocar sanções diplomáticas e jurídicas contra Moraes.
Segundo ele, essa conduta configura crimes como “atentado à soberania nacional”, “abolição violenta do Estado democrático de Direito” e “coação no curso do processo”.
O parlamentar afirma que a prisão preventiva seria necessária para “garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei penal e preservar a autoridade e a independência do Poder Judiciário brasileiro”.
Confira abaixo a publicação do deputado Lindbergh:
A campanha sórdida de Eduardo Bolsonaro, ao colaborar com políticos dos EUA para atacar o STF e interferir no julgamento do golpe que envolve seu pai, revela a estratégia do golpe continuado da extrema-direita brasileira — agora associada ao complexo de vira-lata em relação ao… pic.twitter.com/JMxMaaOjgq
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) May 22, 2025
