Projeto destina parte das bets para reforçar combate a crimes cibernéticos
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Projeto destina parte das bets para reforçar combate a crimes cibernéticos

Projeto de Esperidião Amin reserva parte da arrecadação das bets e do Fundo de Segurança Pública para ações de combate a crimes digitais

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Proposta do senador Esperidião Amin cria marco legal da cibersegurança

O Senado analisa o Projeto de Lei 4.752/2025, de autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC), que cria o marco legal da cibersegurança e destina recursos para o combate a crimes digitais. A proposta está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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O texto institui o Programa Nacional de Segurança e Resiliência Digital, vinculado à União, que poderá contar com a adesão de estados, municípios e entidades privadas. Entre os objetivos estão qualificar investigações, criar planos de resiliência cibernética e integrar ações entre setores estratégicos, como saúde, educação, finanças, energia e defesa.

O projeto determina que o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) reserve ao menos 3% de seus recursos para ações de cibersegurança, como modernização tecnológica, capacitação de profissionais, pesquisas e campanhas de conscientização.

Além disso, o texto propõe que 2% da arrecadação das bets — apostas esportivas e loterias — seja direcionada para o custeio dessas ações. Atualmente, a legislação destina 82% à manutenção das loterias, 6% à seguridade social e 12% a outras áreas.

Criação de autoridade nacional

O PL também cria uma autoridade nacional de cibersegurança, responsável por coordenar o programa, monitorar incidentes e articular medidas de prevenção e resposta a ataques digitais.

Os participantes do programa terão acesso a recursos prioritários do FNSP, projetos de capacitação, sistemas de alerta e cooperação internacional.

“Escalada de incidentes”

Na justificativa, Amin afirma que o Brasil vive “uma escalada de incidentes cibernéticos que afetam a prestação de serviços públicos”, citando vazamentos de dados e riscos à estabilidade institucional.

“Sendo a 10ª maior economia do planeta, o Brasil é praticamente a única entre as 20 maiores que ainda não consolidou um arcabouço legal de cibersegurança. Trata-se de um passo estratégico e necessário para proteger a sociedade e garantir a integridade das funções públicas essenciais”, afirmou o senador.

O projeto é subscrito por parlamentares da Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e à Defesa Cibernética, presidida por Amin.

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