Presidente do Equador escapa de atentado durante agenda oficial no país
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Presidente do Equador escapa de atentado durante agenda oficial no país

A Presidência da República do Equador classificou o ato como uma tentativa de assassinato e anunciou que os responsáveis responderão criminalmente. 
A Presidência da República do Equador classificou o ato como uma tentativa de assassinato e anunciou que os responsáveis responderão criminalmente. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Governo denuncia tentativa de assassinato e responsabiliza grupos radicais por ataques

O presidente do Equador, Daniel Noboa, foi alvo de um atentado nesta terça-feira (7) enquanto chegava a um evento público na província de Cañar, no centro do país. Embora o carro oficial tenha sido atingido por disparos e pedras, o chefe de Estado saiu ileso, segundo informações confirmadas por autoridades do governo.

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O episódio ocorre em meio a um cenário de instabilidade política e protestos populares, especialmente de movimentos indígenas contrários ao recente aumento no preço do diesel. A tensão levou o governo a decretar estado de emergência em dez das 24 províncias do país no último fim de semana.

De acordo com a ministra da Energia, Inés María Manzano, o ataque foi realizado por um grupo que cercou a comitiva presidencial, lançando pedras e efetuando disparos contra o veículo. “O Equador diz sim à paz, sim ao trabalho, e este tipo de manifestações que não são pacíficas, não são o que precisamos num momento de progresso e desenvolvimento”, afirmou. 

Em nota oficial, a Presidência da República do Equador classificou o ato como uma tentativa de assassinato e anunciou que os responsáveis responderão criminalmente. 

“Apesar de um grupo ter atacado a comitiva presidencial em Cañar, que se dirigia para anunciar a construção de uma estação de tratamento de águas residuais de US$ 4,5 milhões na província, que beneficiará 26 mil moradores, para entregar o sistema de esgoto de Sigsihuayco, no valor de US$ 891 mil, e para entregar o acordo de financiamento para a construção do sistema de esgoto de Quilloac, no valor de US$ 815 mil, os desestabilizadores não conseguiram deter o Governo Nacional.”

Segundo o governo, o grupo responsável pelo ataque estava “obedecendo a ordens de radicalização” e tentou impedir, à força, a entrega de projetos de infraestrutura destinados à população local.

“Estamos fazendo o que devemos fazer, e eles não podem nos impedir: chegar a todos os cantos do país, onde as famílias precisam de obras públicas, serviços e da presença de seu Presidente. Todos os presos serão processados por terrorismo e tentativa de homicídio. Apresentamos uma denúncia por tentativa de assassinato ao presidente da república.”

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