Petro acusa Equador de bombardear território colombiano
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Mundo

Petro acusa Equador de bombardear território colombiano

Noboa nega bombardeio e acusa Colômbia de abrigar aliados do narcotráfico

Gustavo Petro culpa a direita brasileira por mortes em operação no Rio, acusa forças policiais de genocídio e ignora atuação do Comando Vermelho Foto: Reuters/Luísa Gonzalez/ Agência Brasil
Foto: Reuters/Luísa Gonzalez/ Agência Brasil

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou o Equador de bombardear território colombiano próximo à fronteira. A declaração foi feita ontem (16) durante reunião com ministros sobre reforma agrária.

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“Estão nos bombardeando a partir do Equador e não são os grupos armados ilegais”, afirmou o ex-guerrilheiro.

Petro disse que pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que intervenha no caso. “Pedi que ligue para o presidente do Equador porque nós não queremos entrar em uma guerra”, declarou o colombiano, sem informar quando fez o pedido.

O presidente da Colômbia afirmou também que uma bomba lançada por avião foi encontrada na região de fronteira. Segundo ele, há um vídeo do caso que pode ser divulgado. “Temos que tomar as decisões cabíveis”, disse.

A acusação ocorre em meio à crise entre os dois países, que travam uma guerra comercial desde fevereiro, após o presidente equatoriano, Daniel Noboa, impor tarifas à Colômbia. Petro respondeu com medidas semelhantes.

Nesta terça (17), Noboa negou os bombardeios e afirmou que as operações ocorrem dentro do território equatoriano. “Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu”, declarou.

O equatoriano afirmou que o país está “bombardeando os locais que serviram de esconderijo para esses grupos, em sua maioria colombianos que seu próprio governo permitiu infiltrar em nosso país devido à negligência em sua fronteira”.

Noboa também acusou a Colômbia de abrigar familiares do narcotraficante José Adolfo Macías Villamar, conhecido como “Fito”, e a ex-candidata Luisa González.

Desde domingo (15), quatro províncias do Equador estão sob toque de recolher noturno, como parte da ofensiva de Noboa contra o crime organizado. O governo equatoriano também intensificou operações contra mineração ilegal em áreas de fronteira, com uso de explosivos e mísseis.

“Não vamos recuar. Enquanto na Colômbia dão espaço para a família de ‘Fito’, que cruzou a fronteira durante o toque de recolher nacional, coincidentemente ao mesmo tempo que a ex-candidata à presidência Luisa González, nós continuaremos a limpar e reconstruir o Equador”, afirmou Noboa.

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