Ele afirma que medida fragilizou atendimento e direitos trabalhistas
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, reiterou suas críticas ao programa Mais Médicos, alvo recente de sanções do governo Donald Trump devido à contratação de profissionais cubanos.
Embora não tenha comentado diretamente a decisão americana, o ginecologista e obstetra afirmou que a entidade sempre se posicionou contra a iniciativa.
Segundo Gallo, o Mais Médicos “precarizou a assistência, permitiu a atuação de profissionais sem direitos trabalhistas, sem revalidação e fragilizou o SUS”. Ele defendeu que o Brasil adote medidas que garantam segurança no atendimento e valorizem a carreira médica.
“Defendemos políticas que valorizem o médico, qualifiquem a formação e garantam atendimento seguro à população”, disse o presidente do CFM.
Ele reforçou a necessidade de um sistema de saúde que priorize a qualidade técnica e a proteção jurídica dos profissionais que trabalham na área.
O governo Trump anunciou na noite desta quarta-feira (13) a revogação dos vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde, e de Alberto Kleiman, ex-funcionário do governo brasileiro e atual diretor de projetos da COP30, por envolvimento no programa Mais Médicos.
