Presidente do CFM: “Mais Médicos permitiu atuação de profissionais sem revalidação” - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Saúde

Presidente do CFM: “Mais Médicos permitiu atuação de profissionais sem revalidação”

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Por Redação

Ele afirma que medida fragilizou atendimento e direitos trabalhistas

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, reiterou suas críticas ao programa Mais Médicos, alvo recente de sanções do governo Donald Trump devido à contratação de profissionais cubanos.

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Embora não tenha comentado diretamente a decisão americana, o ginecologista e obstetra afirmou que a entidade sempre se posicionou contra a iniciativa.

Segundo Gallo, o Mais Médicos “precarizou a assistência, permitiu a atuação de profissionais sem direitos trabalhistas, sem revalidação e fragilizou o SUS”. Ele defendeu que o Brasil adote medidas que garantam segurança no atendimento e valorizem a carreira médica.

“Defendemos políticas que valorizem o médico, qualifiquem a formação e garantam atendimento seguro à população”, disse o presidente do CFM.

Ele reforçou a necessidade de um sistema de saúde que priorize a qualidade técnica e a proteção jurídica dos profissionais que trabalham na área.

O governo Trump anunciou na noite desta quarta-feira (13) a revogação dos vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde, e de Alberto Kleiman, ex-funcionário do governo brasileiro e atual diretor de projetos da COP30, por envolvimento no programa Mais Médicos.

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