O presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Jean Lima, pediu demissão do cargo na manhã desta segunda-feira (4/8). Jean Lima enviou uma carta ao ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira, formalizando seu pedido.
O documento inclui um balanço das realizações de sua gestão ao longo dos quase dois anos no comando da empresa, desde sua nomeação pelo presidente Lula.
Nos bastidores do Planalto, circulava a informação de que Sidônio Palmeira estaria buscando nomes para substituir Lima, que foi uma indicação de seu antecessor na Secom, Paulo Pimenta. Um novo nome para assumir a EBC ainda não foi escolhido.
Na carta de renúncia, Jean Lima defendeu os avanços de sua gestão, destacando a separação entre os canais públicos e governamentais, o fortalecimento da audiência dos veículos da empresa — com a TV Brasil como carro-chefe — e a expansão da atuação da EBC nas redes sociais.
Antes de assumir a presidência da EBC em outubro de 2023, substituindo o jornalista Hélio Doyle, Jean Lima já atuava como diretor-geral da empresa.
Com a saída de Jean Lima, a expectativa é que o atual diretor-geral, Bráulio Ribeiro, ocupe a presidência da empresa de forma interina até que um novo nome seja oficialmente nomeado.
Jornalista, Ribeiro trabalhou na TVE da Bahia e, a convite de Lima, assumiu a Diretoria de Tecnologia, Engenharia e Operações da EBC. Em 2025, foi nomeado diretor-geral pelo ministro Sidônio Palmeira, após a exoneração de Maíra Carneiro Bittencourt.
Fontes da EBC, na época, relataram que a saída de Bittencourt foi motivada por uma suposta articulação para derrubar integrantes da direção, incluindo o próprio Jean Lima.
Bittencourt, por sua vez, negou as acusações, declarando que sempre trabalhou pela comunicação pública no país, respeitando diferentes pontos de vista e buscando diálogo e trabalho coletivo.
Essa é a segunda demissão na cúpula da EBC em menos de dois meses. Em junho, a diretora de Administração, Finanças e Pessoas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Sabrina Soares, pediu exoneração do cargo.
Segundo a ex-diretora, a estatal passou a ser tratada como “estorvo” pelo governo federal. Diretores da empresa estariam atuando sem respaldo da Secom, tentando manter as operações sob desconfiança constante e sem apoio orçamentário.
