Zema: "O Brasil tem sobra de ladrão" - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 08 de julho de 2026
Política

Zema: “O Brasil tem sobra de ladrão”

Governador de Minas Gerais critica o governo Lula, defende mudanças no STF, cobra endurecimento na segurança pública

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez críticas ao governo Lula, ao Supremo Tribunal Federal e à política de segurança pública durante evento promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo nesta terça-feira (8), em Brasília. O governador também defendeu mudanças na forma de escolha dos ministros da Corte e afirmou que o Brasil precisa de um “choque moral e ético”.

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Ao tratar da segurança pública, Zema afirmou que o principal desafio do país é combater a criminalidade e ampliar a capacidade de resposta do Estado.

“O Brasil tem sobra de ladrão, esse é o problema do Brasil. Temos que fazer essa grande mudança.”

Segundo o governador, o aumento do investimento em presídios gera economia em outras áreas.

“Vamos precisar gastar com presídios, mas todos aqui vão economizar com segurança.”

Zema também citou Minas Gerais como exemplo de gestão na área e afirmou que o modelo adotado no estado pode servir de referência para o restante do país.

“Minas é uma amostra do Brasil. O que fizemos lá funcionou.”

Críticas ao governo Lula

Durante o discurso, o governador afirmou que o setor produtivo é tratado de forma negativa pelo governo federal.

“Esse governo tem coragem para condenar o setor produtivo, que fala que é sonegador, adulterador. É considerado só isso.”

Na avaliação de Zema, empresários não recebem o reconhecimento que deveriam por parte da administração federal.

“Quem está no Estado acha que o setor produtivo é gente de segunda ou terceira categoria e que eles são de primeira.”

O governador também afirmou que o país precisa de mudanças estruturais para recuperar o crescimento econômico.

“Sem esses três choques, o Brasil não funciona.”

Entre as medidas defendidas, ele citou um choque moral e ético, mudanças na política econômica e reforço da segurança pública.

Defesa de mudanças no STF

Zema também criticou o funcionamento do STF e defendeu alterações nas regras para escolha de ministros.

Segundo ele, a indicação deveria ocorrer a partir de uma lista de nomes, com idade mínima de 60 anos, e as decisões monocráticas deveriam ser extintas.

“Quero um Supremo Tribunal Federal com a credibilidade que ele já teve no passado.”

O governador afirmou que o atual modelo permite indicações de caráter político.

“O presidente não pode ficar escolhendo o advogado dele, o advogado do partido, o ministro dele.”

Ele também criticou decisões individuais de ministros da Corte.

“Se tem 513 deputados votando e tudo é anulado por um ministro, para que existem Câmara e Senado?”

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