Em entrevista ao Roda Viva, governador afirmou que cortes poupam aliados da esquerda
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou na segunda-feira (25) que o Supremo Tribunal Federal atua de forma política ao perseguir líderes da direita e defendeu a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Eu quero um Brasil pacificado. Nós precisamos pacificar o Brasil, já demos anistia para assassinos, para sequestradores, e agora não vamos dar anistia nesse caso?”, disse Zema em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
O governador reforçou a acusação contra a Corte e citou a diferença de tratamento entre casos envolvendo políticos de esquerda.
“Onde estão os presos do Mensalão e do Petrolão? Estão todos soltos porque são da esquerda”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de divisão no campo conservador, Zema negou e disse ter se encontrado recentemente com Bolsonaro.
“Não há divisão, inclusive há cerca de 30 dias atrás eu fui a Brasília para uma série de compromissos, dentre eles, encontrar com o presidente Bolsonaro.”
Ele também criticou a interferência do Judiciário sobre decisões do Congresso, citando o impasse em torno do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Zema lançou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência em 16 de agosto. Segundo ele, Bolsonaro recebeu a notícia de forma positiva e disse que “quanto mais candidatos à direita, melhor”. O governador mineiro também citou Ronaldo Caiado e afirmou que múltiplas candidaturas podem fortalecer o campo conservador em um possível segundo turno.
