O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou nesta segunda-feira (19) que o território não cederá a pressões externas e manterá o diálogo após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de anexação da ilha ártica.
As falas ocorrem em meio à escalada de pressões de Washington sobre a Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca, integrante da Otan. Trump também mencionou a adoção de tarifas punitivas contra países que se oponham à iniciativa, o que levou a União Europeia a discutir eventuais medidas de retaliação.
Em publicação nas redes sociais, Nielsen afirmou: “Não nos deixaremos pressionar. Mantemo-nos firmes no diálogo, no respeito e no direito internacional”.
O premiê acrescentou que a Groenlândia tem recebido apoio internacional. “Ao mesmo tempo, temos recebido apoio de outros países e líderes. Isso significa algo. Não como interferência, mas como um claro reconhecimento de que a Groenlândia é uma sociedade democrática com o direito de tomar suas próprias decisões”, escreveu.
Nielsen também citou manifestações realizadas no fim de semana em Copenhague e Nuuk. Segundo ele, os atos evidenciaram unidade interna. “Muitas pessoas expressaram pacificamente o amor pelo nosso país e o respeito pela nossa democracia. Sou muito grato por isso”, declarou.
