Vídeos mostram abordagem e luta em Higienópolis; SSP-SP confirma roubo seguido de morte como principal linha
A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte do advogado criminalista Luiz Fernando Pacheco, 51 anos, como latrocínio (roubo seguido de morte). Ele foi encontrado na madrugada de 1º de outubro, em Higienópolis, região central da capital.
Imagens de câmeras obtidas pela polícia mostram uma abordagem e luta corporal momentos antes do crime. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) confirmou à imprensa que a hipótese de latrocínio é, neste momento, a principal linha de apuração.
De acordo com os vídeos, Pacheco aparece em confronto físico com um suspeito pouco antes de cair na via. O boletim de ocorrência registra que uma testemunha o viu “passando mal, convulsionando e com dificuldade para respirar” e acionou a polícia. Ele foi levado a uma unidade de saúde, mas não resistiu. A investigação segue sob responsabilidade do 4º Distrito Policial, que agora busca identificar suspeitos a partir das imagens e de vestígios coletados no local.
Suspeita inicial era de intoxicação por metanol
Paralelamente, circulou em grupos de WhatsApp a mensagem “Desculpe os erros, tomei metanol”, atribuída ao advogado. Uma amiga de Pacheco teria confirmado a imprensa que se tratou de “brincadeira”. Ainda assim, a polícia solicitou exames toxicológicos específicos para esclarecer se houve ou não ingestão de bebida adulterada.
Relatos colhidos no local indicaram mal-estar e convulsões de Pacheco, sinais que podem ocorrer tanto em intoxicações, quanto em outras condições clínicas ou após agressões.
Quem era Luiz Fernando Pacheco
Criminalista com mais de 30 anos de atuação, Pacheco era um dos fundadores do grupo Prerrogativas e ex-conselheiro da OAB-SP. Tornou-se nacionalmente conhecido por integrar a defesa do ex-presidente do PT José Genoino no caso do mensalão. Colegas e entidades prestaram homenagens. “Pacheco sempre exerceu a advocacia com firmeza, seriedade e respeito às instituições… Sua ausência será muito sentida”, afirmou o presidente da OAB, Beto Simonetti.
