PMI cai a 46,0 e aponta pior queda desde 2021
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PMI composto cai a 46,0 e sinaliza pior queda desde 2021

PMI composto do Brasil cai a 46,0 em setembro, pior marca desde 2021, com indústria e serviços em contração. Veja o que acompanhar.
PMI composto do Brasil cai a 46,0 em setembro, pior marca desde 2021, com indústria e serviços em contração. Veja o que acompanhar.

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Por Marília Rodrigues

Setor privado encolhe em setembro; indústria e serviços recuam em ritmo mais forte

O setor privado brasileiro registrou em setembro a maior queda de atividade desde abril de 2021. O Índice PMI® Composto da S&P Global recuou de 48,8 em agosto para 46,0, indicando contração mais intensa em quase quatro anos e meio. Leituras abaixo de 50 apontam retração da produção em relação ao mês anterior.

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A deterioração foi disseminada. O PMI de manufatura caiu para 46,5 (de 47,7), refletindo queda mais aguda de pedidos e produção nas fábricas. Nos serviços, o índice também permaneceu abaixo de 50, em 46,3, com retração de novas vendas e atividade. Segundo a S&P Global, o 3º trimestre foi “particularmente desafiador” para a indústria, com setembro trazendo recuos mais acentuados nas encomendas.

O quadro contrasta com o dado mais recente do PIB do IBGE: no 2º trimestre, a economia cresceu 0,4% sobre o trimestre anterior, sustentada por serviços e parte da indústria. O dado é retrospectivo. Os PMIs atuam como sinalização de curto prazo e, abaixo de 50, costumam antecipar perda de fôlego da atividade.

Baixa demanda impõe ajuste na produção.

Os relatórios da S&P Global apontam demanda mais fraca, com queda de novas encomendas e ajuste de produção. Empresas relataram custos ainda pressionados e maior cautela do consumidor, o que limita repasses e afeta margens. Globalmente, o ambiente manufatureiro também arrefeceu em setembro, reforçando um cenário externo menos favorável.

A combinação de PMI composto em 46,0 e difusão negativa em indústria e serviços sugere desaceleração no início do 4º trimestre. O mercado seguirá monitorando próximos PMIs, dados “duros” de produção e vendas, e revisões do PIB para calibrar o ritmo da economia até o fim do ano.

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