Plenário do STF vai julgar prorrogação da CPMI do INSS
Brasília, Segunda, 22 de junho de 2026
Justiça

Plenário físico do STF vai julgar prorrogação da CPMI do INSS

Decisão de André Mendonça apontou “omissão deliberada” de Davi Alcolumbre

CNJ - STF - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou nesta quinta-feira (27) novas providências para destravar o julgamento dos militares.
Foto: STF

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Por Redação

O plenário físico do Supremo Tribunal Federal (STF) julga na próxima quinta-feira (26) se referenda a decisão de André Mendonça que determinou a prorrogação da CPMI do INSS. O ministro retirou o caso do plenário virtual e levou a discussão para o plenário físico da Corte.

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Na decisão proferida ontem (23), Mendonça afirmou haver “omissão deliberada” da Mesa Diretora e da Presidência do Congresso ao não receber e não ler o pedido de prorrogação da comissão.

O ministro determinou que o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre, faça a leitura do requerimento em até 48 horas. Caso a ordem não seja cumprida, autorizou a própria comissão a estender os trabalhos.

“Em caso de inércia quanto ao cumprimento do comando contido no item “(i)” acima no prazo de 48 horas […], a Presidência da CPMI-INSS estará imediatamente autorizada a prorrogar o funcionamento regular da CPMI e referida prorrogação se dará pelo prazo que a minoria parlamentar de 1/3 entender, em deliberação específica na arena própria da CPMI-INSS, que seja o necessário para o encerramento das investigações na seara parlamentar, observando-se a regra contida no art. 76, § 4º, do Regimento Interno do Senado Federal”, diz a decisão.

A CPMI sobre o roubo dos aposentados tem prazo para encerrar os trabalhos no sábado (28). O relator, Alfredo Gaspar, informou que o relatório final, com mais de 5.000 páginas, já está concluído, mas depende da definição sobre a prorrogação.

Inicialmente, o julgamento da liminar de Mendonça estava marcado para 3 de abril, no plenário virtual da Segunda Turma da Corte, por decisão de Gilmar Mendes.

Mendonça, porém, retirou o caso da pauta virtual e pediu análise presencial por todos os ministros. Com isso, Edson Fachin, presidente da Corte, marcou o julgamento para quinta.

Foto: Rosinei Coutinho/STF.

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