Sigla reage a pedido de Lindbergh Farias para investigar ex-primeira-dama e fala em “lawfare”
O PL Mulher, presidido por Michelle Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (15) que a ex-primeira-dama é alvo de “perseguição política” do PT. A acusação veio após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitar à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma investigação sobre o extinto Programa Pátria Voluntária, coordenado por Michelle durante o governo Bolsonaro.
Em nota oficial, o partido disse “repudiar veementemente a perseguição política” e acusou Lindbergh de abuso de autoridade. O texto ressalta que parlamentares devem agir em prol do interesse público, mas “ninguém está autorizado a abusar”.
Segundo o PL Mulher, o pedido de investigação representa “vingança política” e faz parte de uma estratégia de lawfare para enfraquecer adversários. O comunicado compara as ações contra Michelle e outros conservadores às que, segundo a sigla, teriam sido usadas contra Donald Trump e a oposição ao governo de Joe Biden.
Mais cedo, Michelle ironizou Lindbergh nas redes sociais ao compartilhar uma notícia sobre o caso e escrever: “Ele me ama”, com um emoji de risada.
A legenda afirmou ainda que o caso citado pelo deputado já foi arquivado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2023. O partido acusa o PT de tentar desviar a atenção de temas como a CPMI do Roubo dos Aposentados, o aumento de impostos e os gastos do governo Lula.
“Os petistas liderados por Farias criam cortinas de fumaça com mentiras envolvendo a família Bolsonaro. Não conseguirão: o povo de bem já sentiu o cheiro das mentiras do líder dos petistas”, diz a nota.
Lindbergh afirmou que o programa tinha “nítido propósito de capitalização política e religiosa da figura da ex-primeira-dama” e que Michelle teria cometido peculato e prevaricação. Ele também atribuiu ao caso associação criminosa e improbidade administrativa.
O Programa Pátria Voluntária, criado por decreto de Jair Bolsonaro em 2019, incentivava doações para pessoas em vulnerabilidade social sem uso de recursos públicos. O TCU analisou movimentações de 2020 e 2021 e concluiu que o fundo direcionou as doações principalmente ao combate à pandemia.
