PL Mulher acusa PT de perseguição política a Michelle Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PL Mulher acusa PT de perseguição política a Michelle Bolsonaro

Pesquisa aponta Michelle Bolsonaro como líder digital do clã, superando filhos e ampliando engajamento entre mulheres

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Sigla reage a pedido de Lindbergh Farias para investigar ex-primeira-dama e fala em “lawfare”

O PL Mulher, presidido por Michelle Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (15) que a ex-primeira-dama é alvo de “perseguição política” do PT. A acusação veio após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitar à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma investigação sobre o extinto Programa Pátria Voluntária, coordenado por Michelle durante o governo Bolsonaro.

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Em nota oficial, o partido disse “repudiar veementemente a perseguição política” e acusou Lindbergh de abuso de autoridade. O texto ressalta que parlamentares devem agir em prol do interesse público, mas “ninguém está autorizado a abusar”.

Segundo o PL Mulher, o pedido de investigação representa “vingança política” e faz parte de uma estratégia de lawfare para enfraquecer adversários. O comunicado compara as ações contra Michelle e outros conservadores às que, segundo a sigla, teriam sido usadas contra Donald Trump e a oposição ao governo de Joe Biden.

Mais cedo, Michelle ironizou Lindbergh nas redes sociais ao compartilhar uma notícia sobre o caso e escrever: “Ele me ama”, com um emoji de risada.

A legenda afirmou ainda que o caso citado pelo deputado já foi arquivado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2023. O partido acusa o PT de tentar desviar a atenção de temas como a CPMI do Roubo dos Aposentados, o aumento de impostos e os gastos do governo Lula.

“Os petistas liderados por Farias criam cortinas de fumaça com mentiras envolvendo a família Bolsonaro. Não conseguirão: o povo de bem já sentiu o cheiro das mentiras do líder dos petistas”, diz a nota.

Lindbergh afirmou que o programa tinha “nítido propósito de capitalização política e religiosa da figura da ex-primeira-dama” e que Michelle teria cometido peculato e prevaricação. Ele também atribuiu ao caso associação criminosa e improbidade administrativa.

O Programa Pátria Voluntária, criado por decreto de Jair Bolsonaro em 2019, incentivava doações para pessoas em vulnerabilidade social sem uso de recursos públicos. O TCU analisou movimentações de 2020 e 2021 e concluiu que o fundo direcionou as doações principalmente ao combate à pandemia.

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