Durante o ALive desta quarta-feira (19), apresentado por Claudio Dantas, o analista Ary Alcântara comemorou a aprovação do PL Antifacção, afirmando que o projeto “é anseio de toda uma sociedade que vê emergir no seu dia a dia a violência, o crime, a disruptura do Estado”.
Segundo Alcântara, o PL relatado por Guilherme Derrite é resultado de um processo político marcado pela “plutocracia, pelo patrimonialismo, pela ação exagerada do Estado, pelo domínio totalitário de determinadas funções que cada vez mais vão exacerbando e viabilizando o crime”.
“O crime é resultado. O crime é resultado da ação do Estado. O crime não é, ele não brota, ele não nasce. Quanto mais tributo, quanto mais intervenção, quanto mais regulação, mais crime. Essa é uma constante do mundo inteiro”, acrescentou Ary.
“Inclusive, o Congresso assumiu uma posição que ele já vem se demonstrando há algum tempo, uma posição mais liberal, uma posição mais anti-socialismo, ditado totalitário da centralização. Este projeto, por exemplo, ao não centralizar a questão policial como estava antes delineada, é um grande caminho. A derrota do governo, a derrota do Lula, foi talvez o maior emblema dessa questão. E isso ganharam todos”, comentou o analista.
Alcântara também ressaltou que, com o PL Antifacção, o Brasil “ganhou mais do que um projeto de lei que regula a questão policial das facções”: “Ganhou uma atitude política. E é o início de um processo. Este processo, quando inicia, não para mais. As pessoas sentem que necessitam mudar a velha oligarquia, o velho patrimonialismo, a velha hipertrofia do Estado. E as pessoas sabem que isso é necessário. Este é o primeiro caminho”.
“A questão do terrorismo é outra evidência”, prosseguiu Ary. “Essas facções criminosas atuam como facções terroristas. Por quê? Porque elas estão assumindo um poder em cima de um Estado corrupto. Elas estão assumindo um poder por regiões”.
“O Rio de Janeiro, hoje, é territorial de facções de crime organizado e faz a utilização do medo como arma, é terrorismo. É uma segunda fase. Outras virão”, completou.
“O Congresso Brasil está enfrentando o crime, enfrentando a consequência, e, em breve, também enfrentará a origem disso, que é a estatização. Ou seja, os preceitos que hoje as pessoas chamam de direita, que eu gosto de dizer de liberdade, de valorização do indivíduo, vão cada vez mais superar, suplantar, essa estatização, o domínio de um Estado que sempre tende à corrupção e ao crime”, finalizou Ary.
