Outros ataques recentes desviaram mais de R$ 1,7 bi de empresas do setor
Pela quarta vez desde junho, o sistema de Pix de uma instituição financeira foi alvo de hackers. Diferente dos ataques anteriores, a ação registrada nesta sexta-feira (5) não resultou em desvio de recursos nem em vazamento de dados sensíveis, mas deixou o serviço de QR Code fora do ar.
O Banco Central informou o incidente à Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), que repassou a comunicação aos associados. Segundo nota da entidade, o ataque sobrecarregou o sistema sem gerar perdas financeiras.
“É como se milhões de pessoas falsas tentassem entrar ao mesmo tempo em uma mesma fila de caixa eletrônico. A fila trava e quem realmente precisa usar não consegue ser atendido”, explicou a ABFintechs.
O BC não revelou o nome da empresa afetada nesta ocasião. O episódio se soma a outros três ataques recentes contra o setor. Na última terça-feira (2), a fintech gaúcha Monbank foi alvo de hackers que desviaram R$ 4,9 milhões por meio de TEDs. A empresa informou ter recuperado os valores e acionado o Banco Central e a Polícia Federal.
Casos anteriores tiveram proporções muito maiores. Em agosto, a Sinqia registrou desvio de aproximadamente R$ 710 milhões. Parte da quantia, não especificada, já foi recuperada. Em julho, a C&M Software sofreu ataque que resultou em prejuízo estimado de R$ 1 bilhão. Na ocasião, a Polícia Civil de São Paulo apontou a participação de um funcionário que teria vendido credenciais de acesso a criminosos.
