PGR apoia assistência religiosa e leitura para Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

PGR apoia assistência religiosa e leitura para Bolsonaro

No entanto, procurador rejeitou pedido de Smart TV na cela

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Compartilhe em

Foto do autor

Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta quarta-feira (14) a favor da concessão de assistência religiosa ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, mas recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a negação do pedido para instalação de uma Smart TV na cela ocupada pelo ex-mandatário.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O parecer foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução da pena, e também autoriza que Bolsonaro participe de atividades de remição de pena por meio da leitura, conforme previsto na Lei de Execução Penal e em resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Além disso, a PGR se posicionou favoravelmente à realização de uma vistoria institucional nas dependências da PF em Brasília pela Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado.

Ao analisar o pedido da defesa, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o acesso a uma Smart TV não é compatível com as restrições impostas ao ex-presidente.

“A medida não se afigura razoável. A conexão permanente à rede mundial de computadores inviabilizaria o controle sobre as proibições de acesso a redes sociais e a comunicação com terceiros não autorizados”, escreveu Gonet.

Segundo o parecer, o acompanhamento de notícias pode ocorrer por outros meios, desde que não comprometam a disciplina interna nem as determinações judiciais.

“O acompanhamento de notícias, por sua vez, poderá ser viabilizado por outros meios que não comprometam as determinações judiciais nem a disciplina interna do estabelecimento”, destacou o procurador-geral.

A PGR admite, como alternativa, eventual acesso a TV a cabo, desde que não haja possibilidade de interação com terceiros. Nesse caso, os custos deverão ser assumidos pelo próprio ex-presidente.

“De toda sorte, todos os custos envolvidos no eventual deferimento da liberalidade hão de ser arcados pelo sentenciado”, afirmou Gonet.

Sobre o pedido de acompanhamento espiritual, a PGR considerou cabível a autorização para visitas do bispo Robson Lemos Rodovalho e do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, desde que respeitadas condições específicas.

O documento ressalta que os encontros devem se restringir a fins espirituais.

“O encontro deve restringir-se a fins espirituais; visita para fins outros devem ser prévia e formalmente requeridas nos autos”, escreveu o procurador-geral.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade