Papel manuscrito mostra assinaturas falsas que deveriam comprovar participação do ex-assessor de Jair Bolsonaro em reuniões no Palácio da Alvorada para estudar supostas minutas golpistas.
O advogado de Filipe Martins, Jeffrey Chiquini, postou em suas redes sociais: “Vou soltar uma bomba hoje sobre o caso Filipe Martins difícil de acreditar. Descobrimos que um novo documento falso foi utilizado pela PGR (Procuradoria Geral da República) nas alegações finais contra o Filipe. Fizemos perícia para comprovar a falsificação. Preparem-se”.
Fato é que a acusação usou como prova uma folha manuscrita com o nome “Felipe” e a defesa apresentou um documento oficial comprovando que Filipe Martins não esteve presente à reunião da qual teria participado de encontros no Palácio da Alvorada para estudar supostas minutas golpistas. Não satisfeita com a defesa, em suas alegações finais contra Martins, a PGR apresentou um novo documento com assinaturas falsas.
Filipe Martins foi preso em fevereiro de 2024 e continua em prisão domiciliar. Ele é acusado de integrar um plano de golpe de Estado e de tentar fugir para os Estados Unidos. A defesa de Martins pede a suspeição de ministros do STF e a anulação do processo. A ação penal foi iniciada pela Primeira Turma do STF, que acolheu a denúncia da PGR.
O deputado federal Marcel Van Hatten (Partido Novo) se manifestou no Plenário da Câmara sobre os documentos escritos à mão: “Eu pergunto se isso é fraude ao Plenário da Câmara dos Deputados. É ou não é. Não vou afirmar. Não precisa ser perito para isso. Isso é gravíssimo. E aí a defesa não tinha nem o direito de se defender.”
