Ação cumpre cinco mandados de busca e apreensão e bloqueia valores em três estados e no DF
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta manhã (31) a oitava fase da Operação Overclean, que investiga o desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro.
Com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal, a ação cumpre cinco mandados de busca e apreensão e determina o sequestro de valores obtidos de forma ilícita em Brasília (DF), São Paulo (SP), Palmas (TO) e Gurupi (TO).
As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF estima que o grupo investigado movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas. Entre os alvos, está o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, apontado como articulador político e operador de influência na organização.
A investigação começou para apurar desvios de emendas destinadas ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Segundo a PF, o esquema envolvia pagamento de propinas a agentes públicos para liberação de contratos e recursos em todo o país.
Esta é a oitava fase da operação. A sétima, realizada em 16 de outubro, teve entre os alvos um prefeito baiano. Dois dias antes, a PF havia abordado o deputado federal Dal Barreto (União-BA) no aeroporto de Salvador.
Outro investigado é Elmo Nascimento, irmão do deputado Elmar Nascimento (União-BA) e prefeito de Campo Formoso (BA). Também foi alvo o vereador Francisquinho Nascimento (União Brasil), primo dos dois. Em uma fase anterior, ele chegou a lançar uma sacola com R$ 220 mil pela janela antes de ser preso.
Os investigados podem responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
