A Polícia Federal se reúne na tarde de hoje (16) com representantes do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos), em Orlando, para esclarecer os motivos da soltura do ex-deputado federal Alexandre Ramagem.
O ex-chefe da Abin foi preso na segunda-feira (13), após ser flagrado com o visto de permanência vencido, e liberado na quarta-feira (15). O governo brasileiro não foi informado sobre as razões que levaram à sua saída da prisão, segundo informações dadas pela PF para a equipe deste site.
Segundo apuração, a reunião já estava prevista e serviria para a apresentação de documentos ao processo de Ramagem, com o objetivo de reforçar o risco de fuga e subsidiar eventual deportação.
Desde o fim de 2025, o Brasil já havia encaminhado às autoridades americanas informações sobre o mandado de prisão em aberto contra o ex-deputado, condenado a 16 anos de prisão, além de formalizar pedido de extradição.
No dia da detenção, a Polícia Federal informou que “a prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e as autoridades policiais dos EUA”.
Ramagem deve permanecer nos Estados Unidos enquanto aguarda a análise de um pedido de asilo sob alegação de perseguição política.
Após a liberação, o ex-deputado afirmou a interlocutores que informou às autoridades americanas sobre o pedido de asilo no momento da prisão.
Parlamentares do PL relataram que o assessor do Departamento de Estado Darren Beattie atuou pela liberação. Ele é próximo de Eduardo Bolsonaro e tentou visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no mês passado, mas foi impedido por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
