Partido de Ciro teve 27 assinaturas em pedido de CPMI do Master
Brasília, Sábado, 27 de junho de 2026
Política

Partido de Ciro teve 27 assinaturas em pedido de CPMI do Master

Parlamentares do PP apoiaram investigação sobre o caso meses antes da operação da PF contra senador

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso Banco Master contou com 27 assinaturas de parlamentares do Progressistas (PP), partido presidido pelo senador Ciro Nogueira.

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O pedido foi protocolado em fevereiro deste ano pelo deputado Carlos Jordy e reuniu apoio de 281 parlamentares, sendo 239 deputados e 42 senadores. O PL liderou o número de assinaturas, com 89 apoios. Em seguida aparecem partidos do Centrão, como União Brasil, PSD, PP, MDB e Republicanos.

A movimentação ocorre no mesmo dia em que Ciro Nogueira foi alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A investigação apura suposto favorecimento ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo a Polícia Federal, o senador é suspeito de ter recebido “vantagens econômicas indevidas” em troca de atuação parlamentar favorável aos interesses do banco. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar e a empresas vinculadas a ele.

A decisão do ministro André Mendonça autorizou ainda bloqueio de bens que somam R$ 18,85 milhões. O irmão de Ciro também foi alvo das medidas judiciais.

As investigações citam mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. Em uma das conversas, o banqueiro comemorou uma emenda apresentada por Ciro a uma proposta relacionada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O texto sugeria elevar a cobertura do fundo de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante.

Segundo os autos, Vorcaro teria enviado o texto da emenda ao gabinete do senador. Após o envio, escreveu: “saiu exatamente como mandei”. Em outra mensagem, classificou a proposta como “uma bomba atômica” para o setor financeiro.

Ciro Nogueira nega irregularidades. Em manifestações anteriores, afirmou que mantém contato com diversas pessoas por mensagens e que isso não caracteriza proximidade ou atuação ilícita.

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