Deputados da Coalizão de Frentes Parlamentares do Setor Produtivo cobraram nesta quarta-feira (28) a inclusão do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 214/2025 na pauta do Plenário da Câmara. O pedido foi formalizado ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), em uma coletiva no Salão Verde. O PDL busca derrubar os efeitos do Decreto editado pelo presidente Lula, que aumentou as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
O clima durante a coletiva foi de forte crítica ao governo. O deputado Zucco (PL-RS) defendeu o PDL e falou que será necessário para ajudar a parar o crescente aumente de imposto durante a gestão petista.
“Esse projeto, como muito bem falado, não tem partido, não tem Estado. É um projeto do Brasil, da sociedade que clama contra os impostos.”
Para ele, o aumento do IOF é apenas mais uma medida improvisada, sem diálogo com o Banco Central e com efeito confiscatório: “Não tem outro objetivo nesse aumento senão arrecadar recursos”, disparou.
Zucco ainda apresentou uma “nota do jogo dos sete erros” para ilustrar a gravidade do decreto.
“Improviso absoluto, falta de previsibilidade, ataque ao setor produtivo, contradição com a reforma tributária, amadorismo fiscal, insegurança jurídica e instabilidade econômica. A confiança é um pilar da economia. Quando o governo rompe contatos básicos, aumenta tributos de forma súbita e penaliza quem produz, naturalmente os investidores e a sociedade sofrem”, afirmou.
O deputado Júlio Lopes (PP-RJ) também criticou o impacto da medida ao falar que o aumento do IOF impactará diretamente a indústria nacional.
“Essa medida é uma medida extraoficial, é uma medida regulatória, mas que atenta diretamente ao curso de produção do país, atenta contra a indústria nacional”, afirmou.
Para ele, o aumento do IOF “atinge o brasileiro mais pobre, o mais humilde, aquele que mais precisa da atenção e do atendimento do governo”.
Os parlamentares querem a votação urgente do PDL 214/2025, que derruba o decreto de Lula e suspende o aumento do IOF. Segundo eles, o novo imposto penaliza a produção, encarece o crédito e gera insegurança para investidores. A pressão agora recai sobre Hugo Motta, a quem os deputados cobraram a imediata inclusão do PDL na pauta do Plenário.
