Parlamentares acionam Justiça contra falas de jornalistas sobre deputado Hélio Lopes
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Parlamentares acionam Justiça contra falas de jornalistas sobre deputado Hélio Lopes

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Notificações apontam racismo em comentários de Eliane Cantanhêde e Reinaldo Azevedo

O Ministério Público Federal recebeu duas notícias de fato pedindo investigação de crimes de racismo contra o deputado Hélio Lopes (PL-RJ), por declarações feitas por jornalistas em programas de TV.

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Em 24 de julho de 2025, no Central GloboNews, Eliane Cantanhêde comentou uma imagem de parlamentares da base conservadora. Disse: “A cara dessas pessoas é uma cara meio assustadora. Sem nenhum preconceito. […] Não são só esquisitos, eles?” Em seguida, identificou: “O braço direito do Bolsonaro, carrega a mala do Bolsonaro ali? […] É o Hélio, né? O deputado Hélio.”

LEIA AQUI A ÍNTEGRA DA DENÚNCIA – ELIANE CANTANHÊDE

A representação sustenta que, ao destacar nominalmente apenas Hélio Lopes, único parlamentar negro na foto, a jornalista reforçou estereótipos raciais e a narrativa histórica de subalternização de pessoas negras. O pedido requer inquérito, denúncia criminal, ação civil pública por dano moral coletivo e retratação pública.

No dia seguinte, 25 de julho, no programa O É da Coisa (BandNews TV), Reinaldo Azevedo afirmou: “Escolhem justamente o negro da turma para fazer a coisa mais patética, mais estúpida, mais ridícula.” A acusação aponta que a fala associa a cor da pele a um papel humilhante, reforçando estereótipos depreciativos.

LEIA AQUI A ÍNTEGRA DA DENÚNCIA – REINALDO AZEVEDO

O caso ocorreu no Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e Dia de Tereza de Benguela, o que, segundo a representação, agrava o ato. O documento classifica a fala como injúria racial e racismo por meios de comunicação, com agravante de “racismo recreativo”, também previsto na Lei 14.532/2023.

As representações pedem a responsabilização criminal dos jornalistas e, no caso de Azevedo, eventual responsabilização da Rede Bandeirantes. Também solicitam medidas preventivas, retratação proporcional e acompanhamento do caso até o desfecho.

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