"Parece que Moraes está agindo para retaliar a Rumble" - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

“Parece que Moraes está agindo para retaliar a Rumble”

CEO da Rumble denuncia 'mais uma ordem ilegal' de Moraes: 'Repito, nos vemos no Tribunal'
Foto: Reprodução/Instagram/@chrispavlovski

Compartilhe em

Foto do autor

Por Claudio Dantas

Chris Pavlovski, dono da Rumble, foi ao X alertar que sua plataforma deve ser alvo em breve de nova medida de força de Alexandre de Moraes. Ele não detalhou quais seriam, mas informou que seus advogados estão atentos ao caso.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

“Poucos dias depois ‘de o presidente Trump impor tarifas ao Brasil, parece que o juiz da Suprema Corte do Brasil, Alexandre de Moraes, já está agindo para retaliar a Rumble. Mais detalhes em breve, enquanto nossas equipes jurídicas avaliam e preparam nossa resposta”.

A Rumble permanece suspensa no Brasil por decisão de Moraes que foi posteriormente confirmada pela Primeira Turma do STF. O ministro alega que a plataforma não cumpre suas ordens para a remoção de perfis e conteúdos considerados impróprios.
Ordens ilegais, diga-se, já que o ministro tentou por diversas intimar a companhia nos EUA sem seguir os canais oficiais previstos nos acordos de cooperação jurídica bilateral. Em reação, a empresa decidiu processar Moraes na Justiça americana por violação da Primeira Emenda, que protege a liberdade de expressão.
Na semana passada, o Tribunal do Distrito Médio da Flórida, nos Estados Unidos, expediu nova citação judicial contra o ministro, numa petição assinada em parceria com a Trump Media, que pertence ao presidente dos EUA.

No último dia 6 de junho, Trump Media e Rumble apresentaram um aditamento à ação solicitando indenização por prejuízos reputacionais, perda de receita e oportunidades de negócio. No documento, também citaram o inquérito aberto contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), apontando como exemplo do que classificam como “abuso de autoridade”.

As empresas pedem que a Justiça americana declare as decisões de Moraes “inexequíveis” nos Estados Unidos. Também requerem compensação financeira e responsabilização pessoal do ministro. No início de junho, a Advocacia-Geral da União (AGU) estabeleceu representante nos EUA para acompanhar o caso.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade