O Vaticano informou que não participará do Conselho da Paz, iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar da governança e reconstrução da Faixa de Gaza. Anúncio foi feito ontem (17) pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé.
Segundo Parolin, a decisão decorre da “natureza particular” da iniciativa, “que evidentemente não é a de outros Estados”: “Uma preocupação é que, em nível internacional, deve ser acima de tudo a ONU que gerencia essas situações de crise. Esse é um dos pontos em que insistimos”.
O papa Leão XIV, primeiro pontífice norte-americano e crítico de algumas políticas de Trump, havia sido convidado a integrar o conselho em janeiro.
De acordo com o plano apresentado por Trump para Gaza, o conselho teria a função de supervisionar uma governança temporária no território. Posteriormente, o presidente americano afirmou que o colegiado, sob sua presidência, poderia ser ampliado para tratar de conflitos globais.
A primeira reunião do “Conselho de Paz” está marcada para a próxima quinta-feira (19) em Washington. A Itália e a União Europeia informaram que devem enviar representantes apenas como observadores, já que não aderiram formalmente ao conselho.
O convite de Trump foi recebido com cautela por diversos países. Alguns aliados dos EUA no Oriente Médio manifestaram adesão, enquanto parceiros ocidentais ainda não formalizaram participação.
No domingo (15), o presidente dos EUA anunciou que os Estados-membros do Conselho de Paz vão apresentar um pacote de US$ 5 bilhões “para os esforços humanitários e de reconstrução em Gaza”. Também serão designados “milhares de pessoas para a Força Internacional de Estabilização e a Polícia Local para manter a segurança e a paz para os habitantes” do enclave palestino.
