Papa não participará do Conselho da Paz de Trump
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Papa não participará do Conselho da Paz de Trump

Santa Sé diz que gestão de crises internacionais deve ser conduzida pela ONU

Papa Leão XIV. Foto: Edgar Beltrán/The Pillar 
Foto: Edgar Beltrán/The Pillar 

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O Vaticano informou que não participará do Conselho da Paz, iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar da governança e reconstrução da Faixa de Gaza. Anúncio foi feito ontem (17) pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé.

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Segundo Parolin, a decisão decorre da “natureza particular” da iniciativa, “que evidentemente não é a de outros Estados”: “Uma preocupação é que, em nível internacional, deve ser acima de tudo a ONU que gerencia essas situações de crise. Esse é um dos pontos em que insistimos”.

O papa Leão XIV, primeiro pontífice norte-americano e crítico de algumas políticas de Trump, havia sido convidado a integrar o conselho em janeiro.

De acordo com o plano apresentado por Trump para Gaza, o conselho teria a função de supervisionar uma governança temporária no território. Posteriormente, o presidente americano afirmou que o colegiado, sob sua presidência, poderia ser ampliado para tratar de conflitos globais.

A primeira reunião do “Conselho de Paz” está marcada para a próxima quinta-feira (19) em Washington. A Itália e a União Europeia informaram que devem enviar representantes apenas como observadores, já que não aderiram formalmente ao conselho.

O convite de Trump foi recebido com cautela por diversos países. Alguns aliados dos EUA no Oriente Médio manifestaram adesão, enquanto parceiros ocidentais ainda não formalizaram participação.

No domingo (15), o presidente dos EUA anunciou que os Estados-membros do Conselho de Paz vão apresentar um pacote de US$ 5 bilhões “para os esforços humanitários e de reconstrução em Gaza”. Também serão designados “milhares de pessoas para a Força Internacional de Estabilização e a Polícia Local para manter a segurança e a paz para os habitantes” do enclave palestino.

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