O Papa Francisco enfrentou dois episódios de insuficiência respiratória aguda, provocados por um acúmulo significativo de muco endobrônquico, o que resultou em broncoespasmo. A informação consta em boletim médico divulgado pelo Vaticano na tarde desta segunda-feira (03).
O pontífice passou por duas broncoscopias e necessitou de aspiração de secreções abundantes. Após o procedimento, foi retomada a ventilação mecânica não invasiva. Durante todo o processo, o papa manteve-se vigilante, orientado e colaborativo, de acordo com o Vaticano. Contudo, o prognóstico continua sendo reservado.
O termo “prognóstico reservado” indica que o estado de saúde do paciente é grave e requer cuidados intensivos e especializados, embora a evolução do quadro ainda seja incerta, conforme explica o Ministério da Saúde.
Internado há 17 dias, Francisco agradeceu as orações dos fiéis e os cuidados médicos em uma mensagem divulgada no domingo (02). “Sinto todo o carinho e a proximidade de vocês e, neste momento, sinto-me como que ‘carregado’ e apoiado por todo o Povo de Deus”, afirmou.
Bergoglio também pediu orações pela paz, destacando que, a partir do hospital, “a guerra parece ainda mais absurda”, e rezou por países como Ucrânia e Palestina.
Na última sexta-feira (28), o Vaticano informou que Francisco sofreu um ataque isolado de broncoespasmo, que resultou em vômitos por inalação e agravamento de seu quadro respiratório. Nos dias seguintes, o estado de saúde do Papa se manteve estável, sem pioras significativas.
