Ditador venezuelano destacou o pronunciamento do presidente brasileiro em defesa da paz na região
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, elogiou nesta terça-feira (4) o presidente Lula (PT) e o papa Leão XIV por suas declarações em defesa do diálogo e da paz na América Latina.
Maduro classificou como “pronunciamento contundente” a declaração de Lula a favor da paz e do fortalecimento da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Segundo ele, “a paz será a grande vitória frente às ameaças imperialistas”.
As falas ocorreram durante o congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), em Caracas
Na véspera, Lula afirmou que a cúpula da Celac, marcada para os dias 9 e 10 de novembro na Colômbia, “só faz sentido” se discutir a presença de navios de guerra dos Estados Unidos em águas latino-americanas. O petista também defendeu que a crise venezuelana seja resolvida por vias políticas e reiterou que “a América Latina é uma região de paz, não de guerra”.
Tensões com os EUA
As declarações ocorrem em meio à escalada militar norte-americana no Caribe. Desde setembro, ataques dos EUA a embarcações suspeitas de narcotráfico deixaram mais de 60 mortos, segundo o Pentágono.
Washington alega que as operações visam combater o tráfico de drogas, mas Caracas acusa os EUA de tentar promover uma “mudança de regime” e controlar os recursos naturais venezuelanos.
Maduro também agradeceu ao Escritório do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, que criticou o uso da força militar na região, e ao papa Leão XIV, que pediu moderação e diálogo entre os governos de Caracas e Washington.
“O papa defendeu o diálogo e a paz. A violência nunca traz vitórias duradouras”, disse.
Venezuela pediu apoio russo
Também neste cenário, Venezuela tem reforçado alianças com Rússia, China e Irã. Moscou ratificou recentemente um acordo de cooperação militar e energética com Caracas, com validade de dez anos.
Segundo o jornal britânico The Telegraph, o governo russo estuda fornecer mísseis hipersônicos Oreshnik à Venezuela, capazes de transportar ogivas convencionais e nucleares.
De acordo com a publicação, Maduro enviou uma carta ao presidente russo, Vladimir Putin, pedindo apoio militar diante do aumento da presença americana no Caribe.
