Países da UE fecham acordo para restringir entrada de migrantes
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Países da UE fecham acordo para restringir entrada de migrantes

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Foto: NakNakNak/Pixabay

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Por Redação

Medida prevê deportação de rejeitados e sanções mais duras para quem não deixar UE

Após acordo, ministros do Interior dos 27 países-membros da União Europeia anunciaram nesta tarde (08) que decidiram endurecer a política de asilo do bloco. A medida prevê centros de retorno em países fora da UE para migrantes com pedidos rejeitados e sanções mais severas para quem se recusar a deixar o território.

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As mudanças agora dependem da aprovação do Parlamento Europeu e foram apresentadas pela Comissão Europeia, o Executivo do bloco. O objetivo é reduzir a permanência irregular de migrantes e agilizar os procedimentos de retorno.

“É muito importante que transmitamos aos cidadãos a sensação de que temos o controle do que está acontecendo”, afirmou o comissário europeu Magnus Brunner, articulador da mudança.

Solicitantes rejeitados poderão ser deportados diretamente nas fronteiras externas ou enviados a centros em países terceiros, como Uganda. Quem não cooperar poderá ter benefícios reduzidos, sofrer proibição prolongada de entrada ou até prisão.

O bloco também vai criar um sistema de redistribuição de migrantes. Países que se recusarem a receber solicitantes de asilo de regiões com maior pressão migratória terão de pagar 20 mil euros por pessoa aos Estados que acolhem mais migrantes.

“Três em cada quatro migrantes irregulares que receberam uma decisão de retorno na UE continuam aqui em vez de voltar para casa”, disse o ministro da Imigração dinamarquês, Rasmus Stoklund, que presidiu as negociações.

“Acredito que o novo conjunto de regras pode ajudar significativamente a melhorar esses números”, acrescentou Stoklund.

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