Pacheco é o candidato dos ministros a uma vaga no STF
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) comentou há pouco, em conversa com jornalistas, sobre seu nome ter surgido em listas de cotados para substituir o ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o ex-presidente do Senado, a indicação ao Supremo não é algo pelo qual se deva fazer campanha, mas não se recusa o convite caso ele seja feito.
“Eu me lembro do ministro Flávio Dino, dizendo e parafraseando alguém, que agora eu não me lembro, dizendo que não se faz campanha para isso, mas ao mesmo tempo não se recusa no convite, então essa é a lógica”, declarou Pacheco.
O parlamentar disse ainda que se sente “honrado” por aparecer na lista de cotados, mas que quer evitar “especulações” neste momento. Para ele, a decisão cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deve ser “respeitada qualquer que seja ela”.
Pacheco afirmou também ter tido uma conversa “breve” com Lula na semana passada, mas que foi antes do anúncio de aposentadoria de Barroso.
Também comentou a campanha de senadores e alguns ministros do STF para que seja indicado à Corte. O decano Gilmar Mendes já disse publicamente que o senador “é o nosso candidato”, ao se referir aos magistrados que o apoiam para o Supremo.
“São manifestações que surgem e fico obviamente muito honrado e muito satisfeito que elas existam por parte daqueles que convivem comigo e conhecem o meu trabalho no Parlamento, igualmente pessoas vinculadas à Justiça, do próprio Supremo Tribunal Federal”, afirmou Pacheco.
Mesmo com o lobby para o ex-presidente do Senado, o nome mais forte hoje para assumir a vaga de Barroso é Jorge Messias, o “Bessias”, que é o atual advogado-Geral da União (AGU).
A aposentadoria de Barroso
O ministro decidiu deixar o STF 8 anos antes da idade prevista, aos 67 anos. Ele foi nomeado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff (PT) e poderia permanecer na Corte até os 75 anos, mas optou por antecipar a aposentadoria.
A saída de Barroso, anunciada na semana passada, ocorre meses após ter seu visto americano cancelado e seu colega de Corte, Alexandre de Moraes, e a esposa serem sancionados pela Lei Magnitsky pelos EUA por censura contra conservadores e perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o jornalista Claudio Dantas, outro ministro do Supremo cogita antecipar a aposentadoria: Carmén Lúcia. Oficialmente, a ministra, indicada pelo próprio Lula em 2006, só se aposentaria em 2029.
