Oposição pede a Motta mandato remoto para Eduardo Bolsonaro - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Oposição pede a Motta mandato remoto para Eduardo Bolsonaro

A declaração de Lula, feita durante um evento internacional na Indonésia, segue repercutindo em Brasília.
A declaração de Lula, feita durante um evento internacional na Indonésia, segue repercutindo em Brasília. Foto: Reprodução

Compartilhe em

Foto do autor

Por Claudio Dantas

O deputado Evair de Melo (PP/ES) protocolou ontem à noite na Mesa Diretora da Câmara pedido de autorização excepcional para que Eduardo Bolsonaro, atualmente licenciado e morando nos EUA, possa retomar seu mandato e desempenhá-lo do exterior, em caráter temporário.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

No documento, Evair cita dispositivos regimentais da Casa e o princípio da preservação da representatividade parlamentar, bem como o respeito à liberdade de expressão e atuação política de deputados democraticamente eleitos. Para o deputado, há um processo de criminalização da atuação parlamentar em foro internacional.

“É de conhecimento público que o deputado Eduardo Bolsonaro se encontra nos Estados Unidos desde março, mantendo diálogo com autoridades estrangeiras e organismos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), sobre questões relacionadas ao cenário institucional brasileiro. Tal atuação, legítima sob a perspectiva da liberdade política e dos tratados internacionais de direitos humanos, foi indevidamente interpretada como atentado à soberania nacional — ensejando, de forma desproporcional, um inquérito no Supremo Tribunal Federal, por provocação de membro da base governista.”

Segundo o deputado, que é vice-líder da oposição, “o caráter persecutório dessa medida é evidente e demonstra o uso das instituições estatais para intimidar e silenciar opositores do atual governo, numa inversão alarmante de valores democráticos”.

“Mais grave ainda é a tentativa de criminalização da atuação parlamentar em foro internacional — prática que, quando realizada por representantes da esquerda, foi amplamente defendida como legítima e republicana.”

Para Evair, a autorização para o exercício remoto do mandato deve durar “enquanto perdurar o estado de insegurança jurídica e risco à sua liberdade pessoal no território nacional”. “Tal medida não se trata de privilégio, mas de garantia mínima de isonomia, coerência institucional e respeito às prerrogativas parlamentares asseguradas pela Constituição Federal.”

Leia também:

Melhor focar nas sanções, Eduardo!

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade