Grupo pressiona por anistia; Alcolumbre convoca sessão remota para tentar driblar mobilização
A oposição no Senado mobilizou 14 parlamentares para manter o protesto em revezamento no plenário da Casa. A ação ocorre em reação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem como objetivo pressionar pela votação da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e por medidas contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A ocupação, iniciada na terça-feira (5), prosseguiu durante a madrugada desta quinta-feira (7). Parlamentares do PL, PP, Novo e Republicanos compõem o grupo. A expectativa é que a mobilização se estenda até o fim de semana.
Diante do impasse, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para as 11h desta quinta uma sessão remota, com pauta que inclui três projetos de decreto legislativo e um projeto de lei, entre eles a proposta que isenta do Imposto de Renda os contribuintes que recebem até dois salários mínimos.
Em nota, Alcolumbre afirmou: “Não aceitarei intimidações nem tentativas de constrangimento à Presidência do Senado. O Parlamento não será refém de ações que visem desestabilizar seu funcionamento.”
A decisão pela sessão virtual visa evitar conflitos como os registrados na Câmara na noite de quarta-feira (6), onde deputados da oposição também protestaram, mas desocuparam o plenário após negociações.
Mesmo com a sessão remota, a oposição pode adotar manobras regimentais para tentar protelar os trabalhos. O grupo se articula para permanecer na Casa mesmo durante o fim de semana.
Senadores que participam da ocupação por revezamento:
- Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
- Carlos Portinho (PL-RJ)
- Damares Alves (Republicanos-DF)
- Eduardo Girão (Novo-CE)
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
- Izalci Lucas (PL-DF)
- Jaime Bagattoli (PL-RO)
- Jorge Seif (PL-SC)
- Luis Carlos Heinze (PP-RS)
- Marcos Rogério (PL-RO)
- Rogério Marinho (PL-RN)
- Wellington Fagundes (PL-MT)
- Wilder Morais (PL-GO)
