Parlamentares defendem cortes no PAC, fim de supersalários e reforma administrativa
Senadores da oposição divulgaram nesta quarta-feira (11) uma nota conjunta em que repudiam as medidas “meramente arrecadatórias” do governo Lula, com destaque para o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). De acordo com os parlamentares, a gestão petista penaliza o crescimento, mina os investimentos de longo prazo e destrói a credibilidade fiscal do país.
“O aumento de um imposto regulatório, com fins arrecadatórios, como é o IOF, além de inconstitucional, é economicamente danoso”, afirma a nota.
Eles alertam que a medida eleva o custo do crédito tanto para pessoas físicas quanto para empresas e apontam que o governo tem promovido uma escalada de gastos desde a chamada PEC da Transição, que adicionou R$ 200 bilhões ao orçamento. Os parlamentares afirmam que o Executivo ampliou benefícios e criou novas despesas que nem mesmo cabem no orçamento inflado, como já apontou o Tribunal de Contas da União.
“O governo tem anunciado medidas que comprometem o investimento de longo prazo no Brasil”, diz outro trecho da nota.
Os senadores ironizam a previsão de despesas discricionárias praticamente zeradas já para 2027, ao mesmo tempo em que o governo insiste em prometer a convergência da dívida, ignorando o impacto da reforma tributária, que já está previsto em mais de R$ 800 bilhões.
Como alternativa ao descontrole atual, a oposição propõe medidas estruturais que incluem corte de gastos do PAC, reforma do arcabouço fiscal com retomada das sanções, reversão dos déficits nas estatais, fim dos supersalários, e revisão de subsídios.
Assinam a nota os senadores Rogério Marinho (PL), Tereza Cristina (PP), Mecias de Jesus (Republicanos), Eduardo Girão (Novo), Flávio Bolsonaro (PL), Carlos Portinho (PL), Ciro Nogueira (PP), Wellington Fagundes (PL) e Plínio Valério (PSDB). O grupo representa as principais lideranças da oposição no Senado e reafirma o compromisso com o ajuste fiscal e o combate ao inchaço estatal promovido pelo governo petista.
Confira a nota na íntegra aqui.
