O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição no Senado, classificou como “indignante” a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de rejeitar os pedidos de afastamento de ministros no julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a suposta tentativa de golpe de Estado.
As arguições de impedimento foram apresentadas pelas defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e do general Braga Netto, que solicitaram a suspeição dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes no caso.
Em nota publicada no X nesta sexta-feira (21), Marinho afirmou que “o plenário do STF perdeu uma oportunidade fundamental de reforçar os princípios da imparcialidade e do devido processo legal, pilares do Estado Democrático de Direito”.
O único ministro a divergir da maioria foi André Mendonça, indicado à Corte por Bolsonaro. Ele votou pelo afastamento de Moraes e Dino da análise da denúncia, mas considerou que Cristiano Zanin poderia seguir no julgamento.
Com isso, o placar final ficou 9 a 1 para a manutenção de Dino e Moraes no caso e 10 a 0 para Zanin. Os três ministros alvos dos pedidos se declararam impedidos de votar, reduzindo o número total de votos de 11 para 10 em cada ação.
A decisão gerou forte reação entre parlamentares da oposição, que veem no STF uma postura parcial e politizada em processos envolvendo o ex-presidente.
