Operação Rio: Polícia atualiza para 121 o número de mortos
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Megaoperação no Rio: Polícia atualiza para 121 o número de mortos

Defensoria do RJ pede ao STF autorização para perícia paralela em corpos da megaoperação da Penha, alegando falta de confiança
Operação Rio: Polícia atualiza para 121 o número de mortos. Foto: Eusébio Gomes/TV Brasil

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Delegado confirma que todos os mortos, exceto os policiais, eram narcoterroristas

A Polícia Civil do Rio de Janeiro atualizou para 121 o número total de mortos na megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital, na última terça-feira (28). A ação, batizada de Operação Contenção, é a mais letal da história do país.

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De acordo com a corporação, foram 117 civis e quatro policiais mortos. Cinquenta e quatro corpos foram encontrados no dia da operação, e outros 63 foram localizados por moradores em uma área de mata no Complexo da Penha na quarta-feira (29).

A ação envolveu cerca de 2.500 agentes das Polícias Civil e Militar, com o objetivo de conter o avanço territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir cerca de 100 mandados de prisão, sendo 30 em outros estados.

Além das mortes, a polícia prendeu 113 suspeitos, apreendeu 118 armas — 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver —, além de 14 artefatos explosivos e drogas ainda em contagem. O governo estadual classificou a operação como “o maior baque da história contra o Comando Vermelho”. O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que enviará técnicos ao Instituto Médico Legal (IML) para perícia independente nos corpos.

Durante coletiva, o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, afirmou que o confronto durou cerca de 15 horas, entre 6h e 21h. Já o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, declarou que todos os mortos, exceto os policiais, eram narcoterroristas.

Curi também disse que a polícia vai investigar, por fraude processual, moradores que retiraram corpos da mata após a operação. Segundo ele, houve tentativa de alterar a cena do crime, com retirada de roupas camufladas dos suspeitos.

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