Operação derruba ‘resort’ e academia de traficante no Complexo de Israel; confronto fecha Avenida Brasil - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Operação derruba ‘resort’ e academia de traficante no Complexo de Israel; confronto fecha Avenida Brasil

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Por Redação

A Polícia Civil e a Polícia Militar deflagraram nesta terça-feira (11) uma operação para demolir imóveis de luxo do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefe do Terceiro Comando Puro (TCP). A ação ocorre no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Um dos alvos é um “resort” em Parada de Lucas, construído com dinheiro ilícito e usado para armazenar armas e drogas, segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

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Na chegada das forças de segurança, houve intenso tiroteio, levando ao fechamento temporário da Avenida Brasil. Às 6h, o trânsito já havia sido normalizado, mas os trens do Ramal Saracuruna continuavam paralisados entre Caxias e Penha.

A operação derrubará o chamado “Resort Green”, um espaço com lago para criação de carpas, piscinas e uma academia de ginástica moderna. Segundo a DRE, além de servir de base para o crime organizado, o resort foi construído ilegalmente em uma área de preservação ambiental, causando destruição da vegetação nativa e alteração do curso d’água.

O império de Peixão e o domínio do TCP

O Complexo de Israel é dominado pelo TCP e compreende as favelas da Cidade Alta, Parada de Lucas, Vigário Geral, Cinco Bocas e Pica-Pau. A facção rivaliza com o Comando Vermelho (CV) pelo controle do tráfico no Rio. Seus membros ostentam símbolos como a Estrela de Davi e a bandeira israelense, enquanto mantêm um arsenal pesado para enfrentar forças de segurança e grupos rivais.

Peixão nunca foi preso e é um dos criminosos mais procurados do estado. Seu domínio começou após a Olimpíada de 2016, com a invasão da Cidade Alta. Durante a pandemia, consolidou o chamado Complexo de Israel, impondo regras rígidas, como a instalação de câmeras de vigilância e construção de pontes para facilitar o controle territorial. Sob sua liderança, igrejas católicas foram fechadas e terreiros de religiões afro-brasileiras foram destruídos.

O traficante também já foi investigado por ordenar ataques contra terreiros em Duque de Caxias, onde nasceu. Ele mesmo chegou a pregar em uma igreja evangélica no município. Antes de se tornar Peixão, era conhecido como Alvinho e foi criado por uma mãe umbandista. Sua conversão ao evangelismo marcou o início da repressão a outras crenças no Complexo de Israel.

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