Uma operação deflagrada nesta terça-feira (11) mira suspeitos de prestarem apoio aos dois criminosos que fugiram da penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, em 2024. Esta foi a primeira fuga registrada no sistema penitenciário federal, resultando em uma caçada de 50 dias que custou milhões aos cofres públicos.
Estão sendo cumpridos 27 mandados de prisão (14 preventivas e 13 temporárias) e 31 de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de 32 contas bancárias ligadas aos investigados, congelando até R$ 22,5 milhões.
Os principais alvos são membros do Comando Vermelho, facção criminosa à qual pertencem os fugitivos Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça. Eles escaparam em 14 de fevereiro do ano passado e foram recapturados no Pará após uma operação que envolveu forças policiais de vários estados.
A operação, batizada de “Red Dots” (Pontos Vermelhos), é conduzida pela Força de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que reúne agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias civil e militar e policiais penais. A investigação encontrou indícios de crimes como organização criminosa armada, tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, tortura e homicídio.
Outro inquérito da Polícia Federal, concluído no mês passado, analisou as condições que permitiram a fuga. O relatório apontou falhas estruturais, negligência de servidores e erros de procedimento, mas não encontrou provas de conivência interna. Mesmo assim, a fuga expõe a fragilidade do sistema penitenciário federal sob a gestão do governo Lula.
