Seria cômico, não fosse trágico. Enquanto Luís Roberto Barroso perdia seu domingo tentando convencer o mundo de que o Brasil é uma democracia, Alexandre de Moraes canetava nova ordem ilegal contra a Rumble e a Trump Media. A Trump Media!!!
Faltou combinar com os chineses. Ficou feio, pois expôs o cinismo na retórica elegantérrima do presidente do Supremo, que resolveu comparar a revolta popular de 8 de janeiro a golpes e revoluções armadas históricas do Brasil.
Neste momento, imagino, devem estar reescrevendo os livros escolares para tentar convencer também as próximas gerações de que o Brasil vive o auge de seu mais recente período democrático graças à geração atual dos illuminati de toga.
Só o laranjão para enfrentar essa turma!, diria Eduardo Bolsonaro. Vendam seus apartamentos em Miami!, diria Paulo Figueiredo.
Como escrevi no X durante minhas pacíficas férias, Trump impôs sanções ao Brasil na expectativa de que a elite industrial e financeira levantasse a bunda do sofá para pressionar Lula e STF pelo fim da perseguição política e contra o alinhamento ao eixo autocrático global.
Em vez de paralisação geral e povo na rua, o que se vê é pressão sobre governadores de estados ricos para que lutem contra as sanções. Isso acontece porque nossa elite não se importa em viver numa ditadura, desde que o $$$ esteja fluindo, vide o ‘milagre econômico’ do último regime militar.
Só que, assim como os raios, milagres não caem duas vezes no mesmo lugar; diferente das pragas que são capazes de retornar diversas vezes em novos mandatos. Talvez, quem sabe, um milagre novo, que mate as saúvas e transmute o macunaíma que vive dentro de cada um de nós.
