O partido Novo vai protocolar representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados e solicitar medida cautelar para suspensão temporária do mandato do deputado Rogério Corrêa (PT-MG). A iniciativa ocorre após o confronto com o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) durante sessão da CPMI do INSS de hoje (26).
A confusão começou depois da aprovação, em bloco, de 87 requerimentos. Entre eles estavam a quebra de sigilo do Banco Master, a convocação do CEO do PicPay, a quebra de sigilo de Roberta Luchsinger e de empresa ligada a ela, a quebra de sigilo do contador de Lulinha, da publicitária Daniele Fontelles, do assessor do senador Davi Alcolumbre, Gustavo Gaspar, além da quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva.
Veja o momento da confusão:
Veja por outro ângulo o momento da confusão entre Rogério Correa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ) pic.twitter.com/zUaMj4bt3h
— Portal Claudio Dantas (@PortaldoDantas) February 26, 2026
Durante a sessão, o líder do Novo, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), pediu providências imediatas à presidência da comissão sobre a permanência de Rogério Corrêa no colegiado.
“A gente não pode tomar pelo valor de face a declaração que foi feita aqui sem levar em consideração as imagens. Por favor, presidente, eu quero que, depois que a própria presidência fizer a análise, para respeitar o regimento, que esse deputado seja excluído dos trabalhos dessa comissão, porque nós não podemos aceitar um deputado agressor, que agrediu dois parlamentares, empurrou mulheres, fez a maior confusão — não foi a primeira vez com esse tipo de atitude — continue a sentar na comissão”, declarou.
Luiz Lima afirmou que tentava conter os ânimos quando foi atingido. “Deputado Rogério Correia, a gente não foi eleito para isso. Está tudo registrado e eu espero que o senhor reflita”.
Após pedido de retratação feito por Luiz Lima, Rogério Corrêa admitiu a agressão e pediu desculpas ao parlamentar do Novo.
A representação será apresentada nos próximos dias. O Conselho de Ética deverá analisar se abre processo disciplinar e se concede a medida cautelar solicitada.
